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Tributário17 de junho de 202611 min de leitura

Reforma Tributária e Importação: Como a Revisão de Alíquotas Pode Impactar o Custo de Estoque e a Margem de Empresas em Mato Grosso

A Associação Brasileira de Estudos e Comércio Exterior (ABRAEC) protocolou uma nota técnica solicitando a revisão das alíquotas do Imposto de Importação no âmbito da Reforma Tributária, especificamente no que tange ao Re...

Reforma Tributária e Importação: Como a Revisão de Alíquotas Pode Impactar o Custo de Estoque e a Margem de Empresas em Mato Grosso
Tributário

A Associação Brasileira de Estudos e Comércio Exterior (ABRAEC) protocolou uma nota técnica solicitando a revisão das alíquotas do Imposto de Importação no âmbito da Reforma Tributária, especificamente no que tange ao Regime de Tributação Simplificada (RTS). A medida, que visa evitar distorções competitivas e a bitributação, pode alterar significativamente a estrutura de custos de empresas que dependem de insumos ou mercadorias importadas, impactando diretamente a margem de lucro e a gestão de estoque de varejistas e distribuidoras em Mato Grosso.

Entendendo o Cenário: A Nota Técnica da ABRAEC e o Contexto da Reforma Tributária

A Reforma Tributária, consolidada na Emenda Constitucional nº 132/2023, introduz o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirão tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins. A transição, prevista para ocorrer entre 2026 e 2033, já levanta debates sobre a tributação de operações de importação, especialmente para empresas optantes pelo Simples Nacional ou regimes simplificados.

A ABRAEC, em sua nota técnica, argumenta que a aplicação das novas alíquotas do IBS e CBS sobre importações, combinada com a manutenção do Imposto de Importação (II) sem ajustes, pode gerar um efeito cascata de aumento de custos. O principal ponto de preocupação é a bitributação indireta: o importador pagaria o IBS/CBS na entrada da mercadoria, e esse custo integraria a base de cálculo do próprio IBS/CBS nas etapas seguintes, elevando a carga tributária total.

“A simplificação prometida pela reforma não pode se transformar em um aumento disfarçado de impostos para quem importa. É preciso que haja uma revisão das alíquotas do Imposto de Importação para que não haja sobreposição com os novos tributos, especialmente para pequenas e médias empresas”, destaca trecho da nota técnica da ABRAEC.

O documento sugere que o governo federal e os estados (através do Comitê Gestor do IBS) avaliem a redução ou desoneração do Imposto de Importação para setores estratégicos, como o de autopeças, máquinas agrícolas e equipamentos eletrônicos, que são fortemente dependentes de insumos importados. A proposta visa evitar que a reforma, que tem como um dos pilares a simplificação e a redução da burocracia, acabe por penalizar justamente os setores que mais precisam de competitividade.

Impactos Diretos no Regime de Tributação Simplificada (RTS)

Para empresas enquadradas no Simples Nacional, a questão é ainda mais sensível. Embora o Simples Nacional tenha um tratamento diferenciado, a importação de mercadorias por essas empresas pode ser tributada pelo ICMS e ISS fora do regime simplificado, dependendo da operação. Com a Reforma, a expectativa é que o IBS e a CBS sejam cobrados de forma unificada, mas a base de cálculo e as alíquotas ainda geram incertezas.

A ABRAEC defende que, para operações de importação realizadas por MEIs e EPPs, haja uma alíquota reduzida ou até mesmo a manutenção do regime atual, evitando que o custo tributário inviabilize a atividade. A nota técnica também aponta a necessidade de regulamentação clara sobre o crédito tributário do IBS/CBS na importação, permitindo que o imposto pago na entrada seja compensado nas etapas seguintes, sem burocracia excessiva.

Tabela Comparativa: Impacto Potencial da Revisão de Alíquotas por Setor em Mato Grosso

A tabela abaixo projeta os possíveis impactos da manutenção ou revisão das alíquotas de importação, considerando setores-chave para a economia mato-grossense e para os clientes da MAXDATA CBA.

Setor Dependência de Importação Impacto com Alíquotas Atuais (sem revisão) Impacto com Revisão Proposta pela ABRAEC Exemplo Prático (Cuiabá/MT)
Autopeças Alta (componentes eletrônicos, sensores) Aumento de 12-18% no custo do estoque devido à cumulatividade do IBS/CBS sobre o II. Redução de 5-8% no custo final, com maior competitividade para lojas de bairro. Uma loja em Várzea Grande que importa sensores de freio ABS teria margem preservada.
Agronegócio (Insumos) Média (fertilizantes, defensivos) Elevação de 8-12% no custo dos insumos, repassado ao produtor rural. Estabilidade de preços, com ganho de eficiência na cadeia de distribuição. Distribuidora em Rondonópolis poderia manter margem sem repassar aumento ao cliente.
Materiais de Construção Baixa/Média (ferragens, ferramentas) Aumento de 6-10% em itens específicos, como ferramentas elétricas importadas. Redução de 3-5% no custo, permitindo promoções e maior giro de estoque. Loja em Sinop teria mais previsibilidade no markup de produtos importados.
Farmácias e Pet Shops Baixa (medicamentos e acessórios específicos) Impacto marginal (2-4%), mas significativo para itens de alto valor agregado. Manutenção da margem em produtos importados, como medicamentos veterinários. Clínica veterinária em Cuiabá poderia importar insumos com custo controlado.
Supermercados e Minimercados Baixa (produtos alimentícios processados) Impacto indireto via distribuidoras, com possível repasse de 1-3% em itens específicos. Estabilidade na cadeia de suprimentos, sem pressão inflacionária adicional. Rede de supermercados em Cuiabá teria menor variação no custo de importados.

Fonte: Elaboração própria com base em dados da ABRAEC e projeções setoriais para Mato Grosso.

O Impacto Operacional e Financeiro no Varejo e Serviços de Mato Grosso

Para empresários de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, a discussão sobre a revisão das alíquotas de importação não é apenas técnica – ela afeta diretamente o dia a dia do negócio. Empresas que dependem de produtos importados, como autopeças, máquinas agrícolas e equipamentos eletrônicos, precisam reavaliar suas estratégias de compra e formação de preço.

Gestão de Estoque e Margem Líquida

Com a possível cumulatividade do IBS/CBS sobre o Imposto de Importação, o custo de aquisição de mercadorias pode aumentar entre 5% e 15%, dependendo do setor. Isso força o empresário a repensar a margem de contribuição de cada produto. Uma loja de autopeças em Várzea Grande, por exemplo, que importa diretamente componentes eletrônicos, pode ver sua margem líquida cair de 35% para 28% se não conseguir repassar o aumento ao consumidor final.

Além disso, a gestão de estoque se torna mais complexa: é necessário calcular o custo real de cada item, considerando não apenas o valor da nota fiscal, mas também os tributos embutidos e os créditos fiscais a recuperar. Sem um sistema integrado, o risco de erro na precificação é alto, podendo levar a prejuízos ou à perda de competitividade.

Fluxo de Caixa e Conciliação Financeira

A alteração na tributação também impacta o fluxo de caixa. Se o IBS/CBS for pago na importação e o crédito só puder ser recuperado em etapas posteriores, a empresa precisará de capital de giro adicional para financiar esse desembolso. Para distribuidoras em Rondonópolis, que operam com margens apertadas, isso pode significar a necessidade de renegociar prazos com fornecedores ou buscar linhas de crédito mais caras.

A conciliação financeira, especialmente com o uso crescente de Pix e cartões, também se torna mais desafiadora. O empresário precisa garantir que os pagamentos de tributos estejam corretamente alinhados com as notas fiscais emitidas e com o fluxo de caixa projetado. Qualquer divergência pode gerar multas ou complicações com a SEFAZ-MT.

Dica de Gestão Financeira: Empresas que importam devem simular o impacto da Reforma Tributária em seu DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) antes da implementação. Utilize um sistema ERP que permita projetar cenários com diferentes alíquotas de IBS/CBS e Imposto de Importação, ajustando a precificação e as margens de forma proativa. A MAXDATA CBA recomenda que seus clientes iniciem esse planejamento já em 2025, com base nas minutas de lei complementar em discussão no Congresso.

Mitigando Impactos Fiscais e Financeiros com Tecnologia e o ERP Max Manager

Diante desse cenário de incertezas e complexidade tributária, a tecnologia se torna a principal aliada do empresário mato-grossense. O ERP Max Manager, da MAXDATA CBA, oferece um conjunto de ferramentas que automatizam e simplificam a gestão fiscal e financeira, ajudando a mitigar os impactos da Reforma Tributária e da revisão de alíquotas de importação.

Atualização Fiscal Automática e Parametrização de Alíquotas

Uma das maiores dores de cabeça para contadores e empresários é acompanhar as mudanças na legislação tributária. Com o Max Manager, a parametrização de alíquotas de IBS, CBS e Imposto de Importação é feita de forma automática, via atualização remota. O sistema já está preparado para absorver as novas regras assim que forem publicadas, garantindo que as notas fiscais sejam emitidas com a tributação correta, sem risco de erros manuais.

Para empresas que importam, o ERP permite o cadastro de produtos com múltiplas alíquotas, considerando a origem (nacional ou importada) e o regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido, etc.). Isso é essencial para calcular corretamente o custo de aquisição e a margem de contribuição de cada item.

Relatórios de DRE e Fluxo de Caixa Projetado

O módulo de gestão financeira do Max Manager oferece relatórios detalhados de DRE, permitindo que o empresário visualize o impacto de cada tributo no resultado final. Com a funcionalidade de fluxo de caixa projetado, é possível simular cenários de aumento de custos tributários e ajustar as compras e vendas para manter a liquidez do negócio.

Por exemplo, uma distribuidora em Sinop que importa fertilizantes pode usar o sistema para projetar o impacto de um aumento de 10% no IBS/CBS sobre o Imposto de Importação, identificando a necessidade de renegociar prazos com clientes ou buscar fornecedores alternativos.

SPED Fiscal Simplificado e Conciliação Integrada

A conformidade fiscal é outro ponto crítico. O Max Manager gera automaticamente os arquivos do SPED Fiscal e da EFD-Contribuições, incluindo os créditos de IBS/CBS a recuperar. O sistema também faz a conciliação integrada de Pix e cartões, no PDV offline MaxBip, garantindo que cada venda seja corretamente tributada e que os valores recebidos correspondam às notas fiscais emitidas.

Com a conciliação automatizada, o empresário reduz o tempo gasto com fechamento de caixa e evita divergências que poderiam gerar multas da SEFAZ-MT. Além disso, o sistema permite o rastreamento de cada operação de importação, desde o desembaraço aduaneiro até a venda ao consumidor final, garantindo total transparência fiscal.

Suporte Presencial em Cuiabá e Região

A MAXDATA CBA se diferencia pelo suporte presencial em Cuiabá, com equipe técnica especializada em legislação tributária mato-grossense. Isso significa que, além do software, o empresário conta com consultoria para interpretar as mudanças da Reforma Tributária e ajustar os processos internos. Seja em Várzea Grande, Rondonópolis ou Sinop, a MAXDATA está presente para garantir que o ERP esteja sempre alinhado com as necessidades do negócio.

Dica de Gestão Fiscal: Antes de qualquer mudança na tributação, realize um inventário completo dos produtos importados em seu estoque. Utilize o Max Manager para classificar cada item por NCM e alíquota de importação, e simule o impacto da Reforma Tributária no custo médio. Isso permitirá que você ajuste os preços de venda com antecedência, evitando surpresas no fluxo de caixa.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre a Revisão de Alíquotas de Importação e a Reforma Tributária

1. A revisão de alíquotas de importação proposta pela ABRAEC já está em vigor?

Não. A nota técnica da ABRAEC é uma solicitação formal ao governo federal e ao Comitê Gestor do IBS. A revisão ainda está em fase de discussão e depende de regulamentação por lei complementar. Empresas devem acompanhar as próximas etapas da Reforma Tributária, previstas para 2025 e 2026, quando as alíquotas do IBS e CBS serão definidas.

2. Como a Reforma Tributária afeta empresas do Simples Nacional que importam?

Empresas do Simples Nacional que realizam importações podem ser tributadas pelo IBS e CBS fora do regime simplificado, dependendo da operação. A ABRAEC defende que haja um tratamento diferenciado para evitar aumento de carga tributária. O ERP Max Manager já está preparado para calcular tributos de forma segregada, garantindo a correta apuração do Simples Nacional e dos tributos incidentes na importação.

3. O que fazer se minha empresa depende de produtos importados e a margem está apertada?

O primeiro passo é revisar a estrutura de custos e identificar quais produtos são mais impactados. Utilize um sistema ERP para simular cenários com diferentes alíquotas e ajustar a precificação. Consid


Marciley Ferreira — CEO MaxData
Autor do Artigo

Marciley Ferreira

Fundador & CEO da MaxData CBA

Fundador da MaxData CBA, atua há mais de 24 anos com sistemas de gestão ERP, engenharia de processos e implantação de soluções para empresas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com experiência no atendimento a empresas de diferentes segmentos.

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