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Tributário17 de junho de 202610 min de leitura

Reforma Tributária e Importação: O Pedido de Revisão de Alíquotas e o Impacto Direto no Varejo e Distribuição de Mato Grosso

A Associação Brasileira das Empresas de Comércio Eletrônico (ABRAEC) protocolou nota técnica solicitando a revisão das alíquotas do Imposto de Importação no âmbito da Reforma Tributária, especificamente sobre o Regime de...

Reforma Tributária e Importação: O Pedido de Revisão de Alíquotas e o Impacto Direto no Varejo e Distribuição de Mato Grosso
Tributário

A Associação Brasileira das Empresas de Comércio Eletrônico (ABRAEC) protocolou nota técnica solicitando a revisão das alíquotas do Imposto de Importação no âmbito da Reforma Tributária, especificamente sobre o Regime de Tributação Simplificada (RTS). O pedido visa evitar distorções competitivas e aumento de carga tributária para empresas que dependem de insumos ou produtos importados. Para os setores atendidos pela MAXDATA em Mato Grosso — como supermercados, distribuidoras, lojas de materiais de construção e autopeças —, essa discussão é central, pois impacta diretamente a margem de lucro, o custo de reposição de estoques e a complexidade fiscal na emissão de documentos.

Entendendo o Cenário: O Pedido da ABRAEC e a Reforma Tributária

A Reforma Tributária, materializada pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e em regulamentação via PLP 68/2024, unifica tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em três novos impostos: IBS (Estadual/Municipal), CBS (Federal) e o Imposto Seletivo (IS). O ponto central da nota técnica da ABRAEC é que, no Regime de Tributação Simplificada (RTS), as alíquotas do Imposto de Importação (II) não foram devidamente ajustadas para evitar a bitributação ou a elevação da carga sobre bens importados.

A associação argumenta que, sem a revisão, empresas optantes pelo Simples Nacional que importam diretamente ou adquirem de importadores poderão sofrer com a cumulatividade tributária. Isso ocorre porque o IBS e a CBS incidirão sobre toda a cadeia, inclusive sobre o valor do Imposto de Importação, gerando um efeito cascata. A nota técnica sugere a redução da alíquota do II para bens essenciais e a criação de um mecanismo de crédito presumido para compensar o impacto no RTS.

Contexto Regulatório: A discussão envolve a Receita Federal (RFB), a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil e a SEFAZ-MT, que precisarão harmonizar as alíquotas do II com as novas bases de cálculo do IBS/CBS. O prazo para implementação total é 2033, mas os impactos começam a ser sentidos já em 2026 com a fase de testes.

Por que a Revisão é Urgente?

  • Efeito Cascata: O IBS e a CBS, por serem não cumulativos, permitem créditos. Porém, o II não gera crédito. Se o II for base de cálculo dos novos tributos, o custo do produto importado aumenta sem possibilidade de compensação.
  • Distorção Competitiva: Empresas que importam diretamente (como distribuidoras de autopeças em Sinop ou lojas de materiais de construção em Rondonópolis) podem perder competitividade frente a concorrentes que compram de fabricantes nacionais.
  • Complexidade no RTS: O Regime de Tributação Simplificada (Simples Nacional) tem alíquotas fixas. A inclusão do II na base de cálculo do IBS/CBS pode elevar a carga efetiva além do teto do Simples, forçando empresas a migrarem para o Lucro Presumido ou Real.

Tabela Comparativa: Impacto Setorial da Revisão de Alíquotas de Importação

A tabela abaixo projeta os efeitos potenciais para setores-chave atendidos pela MAXDATA em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Rondonópolis, considerando a alíquota média do II e a nova carga de IBS/CBS (estimada em 26,5% somados).

Setor Produto Típico Importado Alíquota Média Atual do II Impacto Potencial sem Revisão (IBS/CBS sobre II) Efeito na Margem Líquida (Estimativa)
Supermercados (Cuiabá) Eletrônicos, vinhos, queijos importados 20% a 35% Aumento de 5% a 8% no custo final Redução de 2% a 4% na margem
Distribuidoras (Várzea Grande) Peças automotivas, ferramentas 18% a 25% Aumento de 4% a 6% no custo de reposição Redução de 1,5% a 3% na margem
Lojas de Materiais de Construção (Sinop) Metais sanitários, tintas, ferragens 15% a 20% Aumento de 3% a 5% no custo do estoque Redução de 1% a 2,5% na margem
Farmácias (Rondonópolis) Medicamentos importados, dermocosméticos 10% a 14% (reduzido para saúde) Aumento de 2% a 4% no custo Redução de 0,5% a 1,5% na margem
Autopeças (Cuiabá) Componentes eletrônicos, sistemas de injeção 20% a 30% Aumento de 5% a 7% no custo Redução de 2% a 4% na margem

Fonte: Estimativas baseadas em dados da ABRAEC e projeções da SEFAZ-MT para alíquotas de IBS/CBS. Os percentuais podem variar conforme a alíquota final aprovada no Senado.

O Impacto Operacional e Financeiro no Varejo e Serviços de Mato Grosso

Para as empresas de Mato Grosso, especialmente aquelas localizadas em Cuiabá e Várzea Grande, que são polos de distribuição para o interior, a não revisão das alíquotas de importação pode gerar três problemas críticos:

1. Aumento do Custo de Estoque e Pressão no Fluxo de Caixa

Distribuidoras de autopeças em Sinop e lojas de materiais de construção em Rondonópolis que importam diretamente (ou compram de importadores) verão o custo de aquisição subir. Isso exige maior capital de giro para manter o mesmo nível de estoque. Sem um sistema de gestão financeira integrado, o empresário pode não perceber o aumento até a apuração do DRE mensal.

2. Complexidade na Emissão de Documentos Fiscais

A inclusão do II na base de cálculo do IBS/CBS exigirá novas parametrizações no SPED Fiscal. Empresas que emitem NF-e com CST (Código de Situação Tributária) específico para importados precisarão atualizar suas alíquotas automaticamente. A SEFAZ-MT já sinalizou que as notas fiscais de importação deverão conter campos adicionais para o novo tributo, sob pena de multas.

3. Risco de Perda de Competitividade no Atacado

Distribuidoras que atendem supermercados em Cuiabá podem perder clientes para concorrentes que trabalham com produtos nacionais, se o custo do importado subir desproporcionalmente. Isso afeta a margem de lucro e a fidelização do cliente B2B.

Parecer Técnico: “A revisão das alíquotas de importação no RTS é uma medida de justiça tributária. Sem ela, o Simples Nacional perde sua função de simplificação, e o empresário mato-grossense terá que lidar com uma carga fiscal imprevisível.” — Nota Técnica da ABRAEC, 2025.

Mitigando Impactos Fiscais e Financeiros com Tecnologia e o ERP Max Manager

Diante desse cenário de incerteza tributária, a automação fiscal e financeira se torna a principal ferramenta para proteger a margem de lucro. O ERP Max Manager, desenvolvido pela MAXDATA em Cuiabá, oferece funcionalidades específicas para lidar com as mudanças da Reforma Tributária e a complexidade das importações.

1. Atualização Fiscal Automática de Tributos

O sistema permite parametrizar alíquotas de IBS, CBS e Imposto de Importação por NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul). Quando a SEFAZ-MT ou a Receita Federal publicarem novas regras, o ERP Max Manager atualiza automaticamente as alíquotas nos cadastros de produtos, garantindo que a NF-e emitida esteja correta. Isso evita erros de cálculo e multas por divergência fiscal.

2. Relatórios de DRE e Fluxo de Caixa Projetado

Com a margem de lucro sob pressão, o empresário precisa de visibilidade em tempo real. O módulo financeiro do Max Manager gera relatórios de DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) comparando o custo real do produto importado (incluindo II e novos tributos) com o preço de venda. O fluxo de caixa projetado ajuda a planejar compras de importados, evitando descasamento entre prazos de pagamento e recebimento.

3. Conciliação Integrada de Pix e Cartões no PDV Offline MaxBip

Para supermercados e farmácias em Cuiabá que vendem no varejo, o PDV offline MaxBip concilia automaticamente as vendas com as entradas de Pix e cartões. Isso é crucial para identificar rapidamente se o aumento de custo está sendo repassado ao consumidor final, ou se a margem está sendo corroída. A conciliação integrada também facilita a apuração do IBS/CBS na venda, já que o sistema calcula o tributo no momento da emissão da NFC-e.

4. SPED Fiscal Simplificado

O ERP Max Manager gera automaticamente os arquivos do SPED Fiscal (EFD ICMS/IPI e futuramente EFD IBS/CBS), incluindo as operações de importação. Com a revisão de alíquotas, o sistema ajusta os créditos e débitos de forma automatizada, reduzindo o trabalho da contabilidade e o risco de inconsistências.

Dica de Gestão Fiscal: Empresas em Sinop e Rondonópolis que importam frequentemente devem revisar o cadastro de NCM de seus produtos no ERP. A MAXDATA oferece suporte presencial em Cuiabá para parametrizar as novas alíquotas de IBS/CBS e Imposto de Importação, garantindo conformidade com a SEFAZ-MT.

Perguntas Frequentes (FAQ) sobre a Revisão de Alíquotas de Importação e a Reforma Tributária

1. Como a revisão das alíquotas de importação afeta empresas do Simples Nacional em Mato Grosso?

Empresas optantes pelo Simples Nacional que importam diretamente ou adquirem produtos importados podem ter um aumento na carga tributária efetiva, pois o II não é compensado por créditos de IBS/CBS. O ERP Max Manager pode simular o impacto no DRE e ajudar a decidir se a empresa deve migrar para o Lucro Presumido para manter a margem.

2. Quando as novas alíquotas de IBS/CBS sobre importação entrarão em vigor?

O período de transição começa em 2026, com alíquotas de teste, e se consolida até 2033. No entanto, a SEFAZ-MT já exige que as NF-e de importação contenham campos específicos para o novo tributo. O ERP Max Manager já está preparado para emitir notas com esses campos, conforme a legislação vigente.

3. O que fazer se a alíquota do Imposto de Importação mudar no meio do mês?

O ERP Max Manager permite a atualização em lote das alíquotas por NCM. Basta o contador ou gestor fiscal importar a tabela da Receita Federal, e o sistema ajusta automaticamente todos os produtos do estoque. Isso evita erros manuais e garante que a margem de lucro seja calculada com o custo correto.

Conclusão e Próximos Passos

A revisão das alíquotas de importação no âmbito da Reforma Tributária é uma pauta urgente que impacta diretamente a competitividade das empresas de Mato Grosso. Enquanto a ABRAEC negocia com o governo, o empresário precisa se antecipar: atualizar seus sistemas fiscais, revisar margens de lucro e automatizar a gestão financeira para não ser pego de surpresa por aumentos de custo.

O ERP Max Manager, com ERP em Cuiabá e suporte técnico local, é a ferramenta ideal para enfrentar esse cenário. Entre em contato com a MAXDATA pelo WhatsApp +55 (65) 9304-5513 para agendar uma demonstração gratuita e descobrir como nosso sistema pode proteger sua margem de lucro contra as mudanças tributárias.

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Marciley Ferreira — CEO MaxData
Autor do Artigo

Marciley Ferreira

Fundador & CEO da MaxData CBA

Fundador da MaxData CBA, atua há mais de 24 anos com sistemas de gestão ERP, engenharia de processos e implantação de soluções para empresas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com experiência no atendimento a empresas de diferentes segmentos.

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