A Associação Brasileira dos Agentes de Comércio Exterior (ABRAEC) protocolou uma nota técnica solicitando a revisão das alíquotas do Imposto de Importação (II) no âmbito da Reforma Tributária. O pedido, que visa evitar distorções no Regime de Tributação Simplificada (RTS), pode alterar significativamente a carga tributária sobre produtos importados, afetando diretamente a margem de lucro e a estratégia de compras de varejistas em todo o Brasil, especialmente em Mato Grosso, onde setores como autopeças, pet shops e lojas de materiais de construção dependem fortemente de insumos e mercadorias importadas.
Entendendo o Cenário: O Pedido da ABRAEC e a Reforma Tributária
A Reforma Tributária, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e em fase de regulamentação, promete unificar tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em um novo modelo de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). No entanto, a ABRAEC alerta que, sem ajustes, o Imposto de Importação (II) – que não será extinto – pode sofrer um aumento indireto de carga, especialmente para empresas optantes pelo Simples Nacional ou pelo Regime de Tributação Simplificada (RTS).
Segundo a nota técnica, a nova sistemática de créditos e débitos do IBS/CBS pode tornar o II mais oneroso, já que o imposto federal deixará de ser compensável em alguns casos. A associação argumenta que, para manter a competitividade e evitar a bitributação, é necessário revisar as alíquotas do II para setores que importam insumos essenciais, como componentes eletrônicos, máquinas e equipamentos.
A ABRAEC destaca que, sem a revisão, o Brasil pode perder competitividade no comércio internacional, e os pequenos e médios varejistas – que dependem de importações para compor estoque – serão os mais prejudicados. O prazo para a regulamentação final está previsto para 2025, com transição até 2033, mas os efeitos já começam a ser sentidos nas negociações de compras.
| Setor Impactado | Produtos Importados Comuns | Alíquota Atual do II (média) | Impacto Potencial com a Reforma (sem revisão) | Recomendação ABRAEC |
|---|---|---|---|---|
| Autopeças | Peças de motor, sistemas elétricos, pneus | 16% a 35% | Aumento de 2 a 4 pontos percentuais na carga efetiva | Redução de alíquotas para itens sem similar nacional |
| Pet Shops | Rações especiais, acessórios, medicamentos veterinários | 8% a 14% | Elevação de 1 a 3 pontos percentuais | Manutenção das alíquotas atuais para insumos essenciais |
| Materiais de Construção | Ferragens, ferramentas elétricas, revestimentos | 12% a 20% | Aumento de 2 a 5 pontos percentuais | Revisão para evitar desindustrialização regional |
| Agronegócio | Máquinas agrícolas, fertilizantes, defensivos | 0% a 10% | Possível aumento de 1 a 2 pontos percentuais | Manutenção de alíquotas reduzidas para insumos |
| Eletrônicos e TI | Componentes, chips, equipamentos de rede | 12% a 20% | Aumento de 3 a 6 pontos percentuais | Redução para itens estratégicos |
O Impacto Operacional e Financeiro no Varejo e Serviços de Mato Grosso
Para as empresas de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, a possível alteração nas alíquotas de importação representa um desafio direto à gestão de estoque e à precificação. Muitos varejistas mato-grossenses, especialmente nos setores de autopeças e pet shops, dependem de importações para oferecer produtos com preços competitivos. Um aumento na carga tributária sobre esses itens pode:
- Comprimir Margens: Com a impossibilidade de repassar integralmente o aumento ao consumidor final, especialmente em um cenário de inflação alta (IPCA acima de 4%), a margem líquida pode cair de 8% para 5% em produtos importados.
- Alterar o Fluxo de Caixa: O pagamento do II na importação exige desembolso imediato. Com a nova sistemática de IBS/CBS, o crédito tributário pode demorar mais a ser recuperado, pressionando o capital de giro.
- Exigir Revisão de Estoque: Empresas que trabalham com estoques elevados de produtos importados (comuns em distribuidoras de materiais de construção em Sinop) precisarão reavaliar a frequência de compras e os lotes mínimos para evitar perdas com desvalorização cambial e tributária.
“A reforma tributária, embora necessária, traz complexidades que podem penalizar justamente os setores que mais geram emprego e renda em Mato Grosso. O pedido da ABRAEC é um alerta para que o governo federal considere as especificidades regionais e setoriais antes de definir as alíquotas finais.” – Comentário de um analista fiscal consultado pela MAXDATA CBA.
Em Várzea Grande, por exemplo, uma loja de autopeças que importa diretamente da China pode ver seu custo de aquisição subir de R$ 100 para R$ 105 por unidade, considerando apenas o efeito do II. Se a margem bruta era de 30%, ela cairia para 28,5%, o que, em um ano, representa uma perda de R$ 15.000 em um faturamento de R$ 500.000. Em Rondonópolis, uma pet shop que importa rações especiais para cães de raça pode precisar reajustar preços em 5%, correndo o risco de perder clientes para concorrentes que não importam.
Mitigando Impactos Fiscais e Financeiros com Tecnologia e o ERP Max Manager
Diante desse cenário de incertezas tributárias, a tecnologia se torna a principal aliada do empresário mato-grossense. O ERP Max Manager, da MAXDATA, oferece funcionalidades que permitem não apenas acompanhar as mudanças, mas também simular cenários e automatizar processos para minimizar riscos.
- Atualização Fiscal Automática de Tributos: O sistema é parametrizado para receber atualizações automáticas das alíquotas de IBS, CBS e Imposto de Importação, garantindo que as notas fiscais de entrada e saída estejam sempre em conformidade com a legislação. Isso evita erros de cálculo que podem gerar multas e retrabalho.
- Parametrização de Alíquotas por Produto: Para empresas que importam, é possível cadastrar alíquotas específicas de II por NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul). O Max Manager calcula automaticamente o custo real do produto, incluindo impostos, frete e seguro, gerando uma DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) precisa e em tempo real.
- Simulação de Cenários com a Reforma: O módulo de simulação tributária do ERP permite que o empresário de Sinop ou Cuiabá projete o impacto de diferentes alíquotas de importação no preço final e na margem de lucro. Basta inserir a alíquota proposta (ex: 20% em vez de 16%) e o sistema recalcula automaticamente a precificação sugerida.
- Conciliação Integrada de Pix e Cartões (MaxBip): Com a reforma, a gestão do fluxo de caixa se torna ainda mais crítica. O PDV offline MaxBip, integrado ao ERP, concilia automaticamente as vendas com os recebimentos via Pix e cartão, permitindo que o empresário de Várzea Grande saiba exatamente quanto de imposto foi gerado e quanto de crédito tributário pode ser recuperado, evitando surpresas no fim do mês.
- SPED Fiscal Simplificado: O Max Manager gera automaticamente os arquivos do SPED Fiscal (EFD ICMS/IPI) e, futuramente, as novas obrigações acessórias do IBS/CBS. Com a complexidade da importação, ter um sistema que integra todas as informações fiscais é fundamental para evitar inconsistências.
Perguntas Frequentes (FAQ) sobre a Revisão de Alíquotas de Importação e a Reforma Tributária
1. O que é o Regime de Tributação Simplificada (RTS) e como ele se relaciona com a importação?
O RTS é um regime opcional para empresas que importam, permitindo o recolhimento unificado de tributos federais (PIS, Cofins, IPI) em uma única alíquota. A ABRAEC pede que, com a reforma, o RTS seja mantido e que as alíquotas do Imposto de Importação sejam reduzidas para não onerar excessivamente os importadores, especialmente os optantes pelo Simples Nacional.
2. Minha empresa em Cuiabá importa diretamente. Como devo me preparar para a reforma?
Primeiro, mapeie todos os produtos importados e suas respectivas NCMs. Em segundo lugar, simule o impacto das novas alíquotas de IBS/CBS e do II no seu custo. Utilize um ERP como o Max Manager para automatizar esses cálculos. Por fim, converse com seu contador sobre a possibilidade de revisar contratos com fornecedores internacionais para absorver parte do aumento.
3. A reforma tributária vai acabar com o Imposto de Importação?
Não. O Imposto de Importação (II) é um tributo federal e não será extinto pela reforma. O que muda é a forma como ele interage com os novos impostos (IBS e CBS). A ABRAEC alerta que, sem ajustes, o II pode se tornar mais oneroso devido à perda de créditos tributários que antes eram permitidos.
Conclusão e Próximos Passos
A revisão das alíquotas de importação, solicitada pela ABRAEC, é um tema que exige atenção imediata dos empresários de Mato Grosso. A reforma tributária trará mudanças profundas, e aqueles que se prepararem com antecedência – utilizando tecnologia de gestão e planejamento tributário – sairão na frente. O ERP Max Manager, com suporte presencial em Cuiabá e atuação em todo o estado, é a ferramenta ideal para automatizar a conformidade fiscal, simular cenários e proteger a margem de lucro do seu negócio.
Não espere a reforma entrar em vigor para agir. Entre em contato com a equipe MAXDATA pelo WhatsApp +55 (65) 9304-5513 e agende uma demonstração gratuita do ERP em Cuiabá e descubra como podemos ajudar sua empresa a navegar com segurança pelas mudanças tributárias.




