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Gestão07 de julho de 20269 min de leitura

DeCripto 2026: Como a Nova Declaração de Criptoativos da Receita Federal Impacta o Fluxo de Caixa e a Contabilidade de Empresas em Mato Grosso

A partir de julho de 2026, a Receita Federal do Brasil (RFB) implementará a nova Declaração de Criptoativos (DeCripto), substituindo o atual sistema de informações periódicas. Para empresas de Cuiabá, Várzea Grande, Sino...

DeCripto 2026: Como a Nova Declaração de Criptoativos da Receita Federal Impacta o Fluxo de Caixa e a Contabilidade de Empresas em Mato Grosso
Gestão

A partir de julho de 2026, a Receita Federal do Brasil (RFB) implementará a nova Declaração de Criptoativos (DeCripto), substituindo o atual sistema de informações periódicas. Para empresas de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Rondonópolis que operam com stablecoins, criptomoedas como forma de pagamento ou hedge cambial, essa mudança representa um aumento significativo na complexidade fiscal e no risco de multas. A nova plataforma exige dados mais granulares e integração com o SPED, impactando diretamente a margem de lucro de supermercados, distribuidoras e transportadoras que utilizam esses ativos para transações B2B.

## Entendendo o Cenário: O que muda com a DeCripto?

A Instrução Normativa RFB nº 2.228, de 2025, estabelece a substituição do sistema atual (IN RFB nº 1.888/2019) pela DeCripto. A principal mudança é a obrigatoriedade de declaração mensal para operações que ultrapassem R$ 10.000,00 (dez mil reais) em valor individual ou agregado no mês, independentemente da natureza da operação (compra, venda, permuta, doação ou transferência). Antes, o limite era de R$ 30.000,00 para operações isentas.

“Art. 6º Fica obrigada à apresentação da DeCripto a pessoa física ou jurídica que, no mês-calendário, realizar operações com criptoativos em valor individual ou agregado superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais).” — Instrução Normativa RFB nº 2.228/2025.

A DeCripto exige dados mais detalhados, como:
Identificação completa da exchange (nacional ou estrangeira) envolvida na operação.
Tipo de criptoativo (Bitcoin, Ethereum, USDT, USDC, etc.) com o respectivo código no padrão ISO 24165.
Valor da operação em moeda nacional (R$) no momento da transação, com base na cotação oficial do ativo.
Finalidade da operação (pagamento, investimento, transferência entre carteiras próprias, etc.).
Dados da contraparte (CPF/CNPJ) em operações peer-to-peer (P2P) ou com exchanges não reguladas.

Para empresas do Mato Grosso que utilizam stablecoins (USDT, USDC) como hedge cambial ou para liquidar importações, a nova declaração impacta diretamente a apuração de ganho de capital e a base de cálculo do IRPJ e CSLL. A Receita Federal agora exige que o valor em reais seja apurado diariamente, com base no câmbio oficial, para todas as operações, inclusive aquelas realizadas em corretoras internacionais.

## Tabela Comparativa: DeCripto vs. Sistema Atual (IN RFB 1.888/2019)

| Característica | Sistema Atual (até junho/2026) | Nova DeCripto (a partir de julho/2026) |
| :— | :— | :— |
| Limite de obrigatoriedade | R$ 30.000,00 por mês (operações isentas) | R$ 10.000,00 por mês (operações isentas) |
| Frequência | Mensal, com declaração até o último dia útil do mês seguinte | Mensal, com declaração até o 15º dia útil do mês seguinte |
| Dados exigidos | Exchange, tipo de ativo, valor em R$ (média mensal) | Exchange, tipo de ativo (código ISO), valor em R$ (cotação diária), finalidade, contraparte |
| Integração SPED | Não obrigatória | Obrigatória (integração com ECD e ECF) |
| Penalidades | Multa de 1,5% a 3% sobre o valor da operação | Multa de 2% a 4% sobre o valor da operação (com possibilidade de agravamento) |
| Criptoativos abrangidos | Bitcoin, Ethereum, Litecoin, etc. | Todos os criptoativos (incluindo stablecoins, NFTs, tokens DeFi) |

## O Impacto Operacional e Financeiro no Varejo e Serviços de Mato Grosso

Para os setores atendidos pela MAXDATA CBA, como supermercados, minimercados, distribuidoras, transportadoras, farmácias, autopeças, pet shops e agronegócio, a DeCripto traz desafios específicos:

### 1. Stablecoins como Hedge Cambial e Meio de Pagamento
Empresas de Rondonópolis e Sinop, que importam insumos ou máquinas, frequentemente utilizam USDT (Tether) para proteger o fluxo de caixa da volatilidade do dólar. Com a DeCripto, cada conversão de real para USDT, mesmo que momentânea, deve ser declarada com a cotação exata do dia. Isso gera:
Aumento da carga tributária indireta: A necessidade de apurar ganho de capital em cada operação (compra e venda) pode gerar IRPJ/CSLL sobre diferenças cambiais mínimas, mesmo que a empresa não tenha realizado lucro efetivo.
Complexidade contábil: O contador precisará de um sistema que registre a cotação diária de cada ativo e a vincule à nota fiscal de importação ou à transação comercial.

### 2. Pagamento a Fornecedores e Funcionários
Distribuidoras de Várzea Grande e supermercados de Cuiabá que aceitam criptomoedas como forma de pagamento (ex: funcionários recebendo parte do salário em USDC) precisarão:
Emitir nota fiscal com o valor em reais no momento da transação.
Declarar a operação na DeCripto com o CPF/CNPJ do funcionário ou fornecedor.
Reconciliar o saldo com o extrato da exchange e o livro caixa.

### 3. Risco de Multas e Penalidades
A multa por omissão ou erro na DeCripto pode chegar a 4% sobre o valor da operação. Para uma transportadora em Sinop que movimenta R$ 200 mil em USDT por mês, uma falha na declaração pode gerar multa de até R$ 8.000,00, sem contar juros e correção.

Alerta de Gestão Fiscal: A partir de julho de 2026, qualquer operação com criptoativos acima de R$ 10.000,00 que não for declarada na DeCripto será considerada omissão de receita, sujeita a multa de 150% sobre o valor do imposto devido, além do agravamento por sonegação fiscal. Empresas com movimentação em stablecoins precisam revisar seus processos contábeis imediatamente.

## Mitigando Impactos Fiscais e Financeiros com Tecnologia e o ERP Max Manager

A complexidade da DeCripto exige automação e integração de dados. O ERP Max Manager, da MAXDATA, oferece funcionalidades que transformam esse desafio em uma rotina controlada:

### 1. Parametrização Automática de Alíquotas de IBS/CBS e Tributos sobre Criptoativos
Embora a Reforma Tributária (IBS/CBS) não trate diretamente de criptoativos, a DeCripto exige a apuração de ganho de capital para IRPJ/CSLL. O Max Manager permite:
Cadastro de ativos digitais como produtos ou serviços, com alíquotas de PIS, COFINS, IRPJ e CSLL parametrizadas por tipo de operação (compra, venda, permuta).
Integração com a cotação diária via API de exchanges (ex: Mercado Bitcoin, Binance) para atualizar automaticamente o valor em reais dos ativos no momento da emissão da nota fiscal.

### 2. Relatórios de DRE e Fluxo de Caixa Projetado com Criptoativos
Para distribuidoras e transportadoras que usam stablecoins como hedge, o sistema gera:
DRE por centro de custo que separa o resultado operacional do ganho/perda cambial com criptoativos.
Fluxo de caixa projetado que considera a variação do dólar e o impacto das operações com USDT no saldo bancário.

### 3. Conciliação Integrada de Pix, Cartões e Criptoativos no PDV Offline MaxBip
No PDV MaxBip, que funciona offline em minimercados e farmácias de Cuiabá, é possível:
Registrar pagamentos em criptomoedas como forma de recebimento (ex: USDC via QR Code).
Conciliar automaticamente os valores recebidos em cripto com a cotação do dia, gerando o arquivo para a DeCripto.
Exportar dados para o módulo fiscal do Max Manager, que prepara a declaração mensal.

### 4. SPED Fiscal Simplificado e DeCripto Integrada
O Max Manager gera automaticamente:
Arquivo da DeCripto no formato exigido pela Receita Federal (XML com dados de todas as operações do mês).
Integração com ECD e ECF para que o contador não precise digitar manualmente os saldos de criptoativos.

Dica de Gestão Fiscal: Configure no Max Manager a rotina de “Conciliação de Criptoativos” para vincular cada transação da exchange à nota fiscal de entrada ou saída. Isso evita divergências entre o saldo contábil e o saldo declarado na DeCripto, reduzindo o risco de malha fina.

## Perguntas Frequentes (FAQ) sobre a DeCripto

### 1. Minha empresa em Sinop utiliza USDT para pagar fornecedores no exterior. Preciso declarar cada transação na DeCripto?
Sim. Qualquer operação com criptoativos acima de R$ 10.000,00 (individual ou agregado no mês) deve ser declarada. A DeCripto exige dados como a cotação do ativo no momento da operação, a finalidade (pagamento) e os dados da contraparte (CNPJ do fornecedor estrangeiro). O ERP Max Manager pode automatizar esse processo, vinculando a nota fiscal de importação à transação na exchange.

### 2. Qual a penalidade para uma transportadora de Rondonópolis que não declarar uma operação de R$ 15.000,00 em Bitcoin?
A multa é de 2% a 4% sobre o valor da operação (R$ 300 a R$ 600), mas pode ser agravada para 150% do imposto devido se a Receita Federal entender que houve omissão de receita. Além disso, a empresa pode ser incluída na malha fina, atrasando a restituição de outros tributos.

### 3. Como fica a apuração de IRPJ e CSLL para uma distribuidora que compra USDT e depois vende para liquidar importações?
Cada operação de compra e venda de USDT gera ganho ou perda de capital, que deve ser apurado com base na cotação do dia. O Max Manager calcula automaticamente o resultado (diferença entre o valor de compra e venda) e o integra ao livro de apuração do IRPJ/CSLL, evitando erros manuais.

## Conclusão e Próximos Passos

A DeCripto representa uma evolução na fiscalização de criptoativos, mas também um aumento significativo na complexidade fiscal para empresas de Mato Grosso. Supermercados, distribuidoras, transportadoras e outros setores que utilizam stablecoins ou criptomoedas precisam se preparar com antecedência.

Para evitar multas e otimizar o fluxo de caixa, a automação é essencial. O ERP Max Manager da MAXDATA oferece as ferramentas necessárias para parametrizar tributos, conciliar transações e gerar a DeCripto de forma integrada ao SPED.

Entre em contato com a equipe MAXDATA pelo WhatsApp: +55 (65) 9304-5513 para agendar uma demonstração personalizada para sua empresa em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop ou Rondonópolis. Nossa equipe de suporte presencial em Cuiabá está pronta para ajudar na adequação fiscal.

Suporte presencial em Cuiabá | ERP em Cuiabá


Marciley Ferreira — CEO MaxData
Autor do Artigo

Marciley Ferreira

Fundador & CEO da MaxData CBA

Fundador da MaxData CBA, atua há mais de 24 anos com sistemas de gestão ERP, engenharia de processos e implantação de soluções para empresas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com experiência no atendimento a empresas de diferentes segmentos.

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