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Gestão01 de julho de 20269 min de leitura

PEC da Previdência 1/2026: Como a Substituição da Contribuição sobre a Folha pelo Faturamento Impacta a Margem do Varejo e Serviços em Mato Grosso

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2026, em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, propõe uma mudança estrutural na contribuição previdenciária patronal: substituir a alíquota de 20% sobre...

PEC da Previdência 1/2026: Como a Substituição da Contribuição sobre a Folha pelo Faturamento Impacta a Margem do Varejo e Serviços em Mato Grosso
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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2026, em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, propõe uma mudança estrutural na contribuição previdenciária patronal: substituir a alíquota de 20% sobre a folha de salários por uma contribuição sobre o faturamento das empresas. A medida, que divide opiniões entre setores produtivos e especialistas tributários, pode reconfigurar a carga tributária de milhares de empresas em Mato Grosso, especialmente no varejo alimentar, farmacêutico, de materiais de construção e autopeças, que operam com margens apertadas e alta rotatividade de pessoal. Neste artigo, analisamos os detalhes técnicos da proposta, os impactos financeiros e operacionais para os negócios mato-grossenses e como a tecnologia de gestão, como o ERP Max Manager, pode ser uma aliada na adaptação a esse novo cenário fiscal.

Dica de Gestão Fiscal: A PEC 1/2026 não está aprovada, mas o debate sinaliza uma tendência de desoneração da folha em troca de tributação sobre a receita. Empresários de Cuiabá, Várzea Grande e Sinop já devem iniciar simulações de impacto nos custos totais, considerando a relação entre folha de pagamento e faturamento bruto. O planejamento tributário proativo é a chave para evitar surpresas no fluxo de caixa.

Entendendo o Cenário: O que Propõe a PEC 1/2026?

A PEC 1/2026, de autoria do senador orientador da reforma tributária, propõe uma alteração no artigo 195 da Constituição Federal, que trata do financiamento da seguridade social. Atualmente, as empresas contribuem com 20% sobre o total da remuneração paga aos empregados (folha de salários). A proposta substitui essa contribuição por uma alíquota incidente sobre o faturamento bruto da empresa, excluindo-se o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A justificativa dos autores é dupla: primeiro, desestimular a informalidade e a precarização do trabalho, já que a contribuição sobre a folha encarece a contratação formal. Segundo, simplificar a arrecadação, vinculando-a ao fluxo de receitas da empresa, que é mais estável e menos sujeita a variações sazonais do que a folha de pagamento. No entanto, a proposta enfrenta forte resistência de setores intensivos em mão de obra, como supermercados, farmácias e transportadoras, que temem um aumento brutal da carga tributária total.

O debate na CCJ do Senado, iniciado em fevereiro de 2026, discute três pontos centrais:

  • Alíquota única vs. setorial: Se a alíquota sobre o faturamento será a mesma para todos os setores (estimada entre 1% e 2%) ou se haverá diferenciação por atividade econômica.
  • Direito de opção: Se as empresas poderão optar entre o regime atual (sobre a folha) e o novo regime (sobre o faturamento), ou se a mudança será compulsória.
  • Impacto sobre o Simples Nacional: Como a mudança se aplicará às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional, que já possuem alíquotas unificadas.

“A substituição da contribuição sobre a folha pelo faturamento pode representar um ganho de competitividade para setores de alta tecnologia e baixa densidade de mão de obra, mas pode ser um desastre para o varejo tradicional, que vive de margens baixas e muitos funcionários. O direito de opção é fundamental para evitar quebras.” — Parecer técnico do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) sobre a PEC 1/2026, em análise na CCJ.

Comparativo de Impacto: Folha vs. Faturamento por Setor em Mato Grosso

Para entender o impacto real, simulamos dois cenários para empresas típicas dos setores atendidos pela MAXDATA em Mato Grosso. Consideramos uma alíquota hipotética de 1,5% sobre o faturamento bruto (valor médio discutido nos bastidores do Senado) e comparamos com a alíquota atual de 20% sobre a folha.

Setor Faturamento Médio Mensal (R$) Folha de Pagamento Total (R$) Contribuição Atual (20% s/ Folha) Contribuição Proposta (1,5% s/ Faturamento) Diferença Mensal (R$) Impacto na Margem Líquida
Supermercado (médio porte – Cuiabá) R$ 800.000 R$ 120.000 (15% do fat.) R$ 24.000 R$ 12.000 Redução de R$ 12.000 Positivo (redução de custo)
Farmácia (médio porte – Sinop) R$ 350.000 R$ 70.000 (20% do fat.) R$ 14.000 R$ 5.250 Redução de R$ 8.750 Positivo (redução de custo)
Transportadora (frota própria – Rondonópolis) R$ 500.000 R$ 150.000 (30% do fat.) R$ 30.00 R$ 7.500 Redução de R$ 22.500 Positivo (redução de custo)
Loja de Materiais de Construção (Várzea Grande) R$ 600.000 R$ 90.000 (15% do fat.) R$ 18.000 R$ 9.000 Redução de R$ 9.000 Positivo (redução de custo)
Pet Shop (médio porte – Cuiabá) R$ 120.000 R$ 48.000 (40% do fat.) R$ 9.600 R$ 1.800 Redução de R$ 7.800 Positivo (redução de custo)
Clínica Veterinária (pequeno porte – Sinop) R$ 80.000 R$ 40.000 (50% do fat.) R$ 8.000 R$ 1.200 Redução de R$ 6.800 Positivo (redução de custo)

Nota do analista: A simulação acima considera que a empresa não possui outros encargos sobre a folha (FGTS, férias, 13º) que permanecem inalterados. A redução significativa se deve ao fato de que, para a maioria dos setores de varejo e serviços em Mato Grosso, a folha de pagamento representa entre 15% e 50% do faturamento. Uma alíquota de 1,5% sobre o faturamento total resulta em um valor muito inferior aos 20% sobre a folha. No entanto, para setores com folha muito baixa em relação ao faturamento (ex: revendas de veículos, atacadistas com margens altas), a mudança poderia ser desfavorável. O direito de opção é, portanto, crucial.

O Impacto Operacional e Financeiro no Varejo e Serviços de Mato Grosso

Para as empresas de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, a eventual aprovação da PEC 1/2026 trará consequências diretas na gestão financeira e fiscal:

  • Fluxo de Caixa: A contribuição sobre o faturamento é mais previsível, pois acompanha a receita. Em meses de baixa sazonalidade (como janeiro e fevereiro para supermercados), o valor a pagar será menor. Já a contribuição sobre a folha é fixa, independentemente do faturamento. Isso pode melhorar a gestão de caixa, especialmente para empresas com sazonalidade acentuada, como lojas de materiais de construção (que vendem mais em épocas de safra no agronegócio).
  • Custo de Estoque e Margem: A redução do custo previdenciário (como mostrado na tabela) pode liberar recursos para investimento em estoque ou redução de preços ao consumidor. Por exemplo, um supermercado em Cuiabá que economiza R$ 12.000/mês pode usar esse valor para comprar mais mercadorias a prazo ou melhorar a margem líquida, que no setor gira em torno de 2% a 4%.
  • Emissão de Documentos Fiscais: A base de cálculo da nova contribuição será o faturamento bruto, que é apurado a partir das notas fiscais de venda (NF-e, NFC-e). Isso torna a escrituração fiscal ainda mais crítica. Erros na emissão de notas ou na classificação de receitas (como vendas canceladas, descontos condicionais ou devoluções) podem distorcer o valor devido. A SEFAZ-MT já realiza um rigoroso cruzamento de dados, e com a nova contribuição, a precisão dos documentos fiscais será ainda mais exigida.
  • Conciliação de Pagamentos: Para empresas que utilizam meios de pagamento eletrônicos (Pix, cartões de crédito/débito), a conciliação automática entre o valor recebido e o faturamento declarado será essencial para evitar divergências com o fisco. O PDV offline MaxBip, por exemplo, já registra todas as vendas mesmo sem internet, garantindo que nenhuma receita deixe de ser contabilizada.

“A PEC 1/2026 pode ser uma ‘bênção’ para o varejo mato-grossense, que sofre com a alta carga tributária sobre a folha. Mas a transição precisa ser feita com planejamento. As empresas que não têm um sistema de gestão integrado (ERP) vão sofrer para apurar corretamente a nova base de cálculo e para simular qual regime é mais vantajoso.” — Relatório do Sindicato do Comércio Varejista de Mato Grosso (Sindivarejo-MT) sobre a reforma tributária.

Mitigando Impactos Fiscais e Financeiros com Tecnologia e o ERP Max Manager

A complexidade da transição tributária exige que as empresas estejam preparadas para simular cenários, apurar corretamente as bases de cálculo e emitir documentos fiscais com precisão. O ERP Max Manager, da MAXDATA, oferece funcionalidades específicas que podem ajudar os empresários de Mato Grosso a navegar por essa mudança:

  • Relatório de DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) Detalhado: O sistema permite gerar relatórios comparativos de custos com pessoal (folha + encargos) versus faturamento bruto. Com poucos cliques, o empresário pode simular o impacto da substituição da contribuição, utilizando dados reais do seu negócio. Isso é fundamental para decidir, caso a PEC conceda o direito de opção, qual regime é mais vantajoso.
  • Fluxo de Caixa Projetado: Com a contribuição sobre o faturamento, o valor a pagar varia mês a mês. O módulo de fluxo de caixa do Max Manager projeta automaticamente os pagamentos futuros com base no histórico de vendas e nas alíquotas configuradas. Isso permite ao gestor de uma distribuidora em Rondonópolis ou de uma farmácia em Sinop planejar com antecedência os desembolsos, evitando surpresas no caixa.
  • Parametrização Automática de Alíquotas de IBS/CBS e Contribuições: O sistema é preparado para receber atualizações fiscais automáticas. Quando a nova contribuição for regulamentada (seja IBS, CBS ou a contribuição previdenciária sobre o faturamento), a equipe técnica da MAXDATA atualizará a parametrização do sistema, garantindo que as alíquotas corretas sejam aplicadas nas notas fiscais e nos cálculos contábeis. Isso elimina o risco de erro manual e de multas por declaração incorreta.
  • SPED Fiscal Simplificado e Conciliação Integrada: O Max Manager gera arquivos do SPED Fiscal (EFD ICMS/IPI) e do SPED Contribuições (PIS/COFINS) de forma automatizada. Com a nova contribuição, a apuração será ainda mais integrada. Além disso, a conciliação automática de Pix e cartões (via PDV MaxBip) garante que todo o faturamento registrado no sistema corresponda exatamente ao que foi recebido, evitando divergências com a Receita Federal e a SEFAZ-MT.
  • Suporte Presencial em Cuiabá: A MAXDATA oferece suporte presencial em Cuiabá para treinamento e parametrização do sistema. Em momentos de mudança tributária, ter um parceiro local que entende a realidade do varejo mato-grossense (como a sazonalidade do agronegócio, as particularidades do ICMS em MT e as demandas das transportadoras) é um diferencial competitivo.

Dica de Gestão Fiscal: Comece agora a simular o impacto da PEC 1/2026 no seu negócio. No ERP Max Manager, acesse o relatório “Custos com Pessoal vs. Faturamento” (menu).


Marciley Ferreira — CEO MaxData
Autor do Artigo

Marciley Ferreira

Fundador & CEO da MaxData CBA

Fundador da MaxData CBA, atua há mais de 24 anos com sistemas de gestão ERP, engenharia de processos e implantação de soluções para empresas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com experiência no atendimento a empresas de diferentes segmentos.

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