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Tributário16 de junho de 20269 min de leitura

Carros elétricos terão imposto de 35% a partir de julho

Carros elétricos terão imposto de 35% a partir de julho: o impacto direto no custo das frotas e no fluxo de caixa das empresas mato-grossenses O governo federal anunciou uma nova etapa na tributação de veículos elétricos...

Carros elétricos terão imposto de 35% a partir de julho
Tributário

O governo federal anunciou uma nova etapa na tributação de veículos elétricos importados, elevando a alíquota de importação para 35% a partir de julho de 2024, uma medida que promete reacender o debate sobre custos empresariais e estratégias de renovação de frotas em Mato Grosso.

O Fato: a escalada tributária sobre os veículos eletrificados

A Medida Provisória que reestrutura a tributação de veículos eletrificados (elétricos, híbridos e híbridos plug-in) importados entra em sua fase mais agressiva em julho. O imposto de importação, que era de 10% para veículos elétricos e 12% para híbridos, saltará para 35% de forma linear. A justificativa do governo é tripla: proteger a indústria nacional que ensaia seus primeiros passos na eletrificação, reduzir o déficit na balança comercial de veículos e estimular a produção local. No entanto, para as empresas de Mato Grosso, que dependem da importação de veículos de luxo, utilitários e frotas corporativas, a conta será imediata.

O cronograma de reoneração foi escalonado ao longo de 2024, mas a partir de julho a alíquota atinge o patamar máximo. Para se ter uma ideia, um veículo elétrico que custava R$ 250.000, com imposto de 10%, pagava cerca de R$ 25.000 de tributo. Com a nova alíquota de 35%, o mesmo veículo terá um acréscimo de aproximadamente R$ 62.500, elevando o custo total para R$ 312.500. Esse aumento de 25% no preço final impacta diretamente o planejamento de compras de frotas, a depreciação de ativos e, principalmente, o fluxo de caixa das empresas que utilizam esses veículos como ferramenta de trabalho ou benefício.

Além do imposto de importação, os veículos eletrificados continuam sujeitos a PIS, COFINS e IPI, que também podem sofrer ajustes conforme a política industrial. A medida, embora temporária, sinaliza que o governo não pretende manter a isenção fiscal que ajudou a popularizar os elétricos no Brasil. Para as empresas de Mato Grosso, que muitas vezes adquirem veículos elétricos para frotas de executivos ou para transporte de cargas em áreas urbanas, a decisão exige uma reavaliação profunda dos custos operacionais.

Tabela: Antes e depois da tributação dos veículos elétricos importados

Item Cenário Antes (até junho/2024) Cenário Depois (a partir de julho/2024)
Alíquota de Importação – Elétricos 10% 35%
Alíquota de Importação – Híbridos 12% 35%
Alíquota de Importação – Híbridos Plug-in 12% 35%
Custo de um veículo elétrico de R$ 250.000 (imposto incluso) R$ 275.000 R$ 337.500
Impacto no preço final ao consumidor (estimativa) +10% sobre o valor FOB +35% sobre o valor FOB
Efeito sobre a depreciação de frota (anual) 20% do valor de aquisição 20% do valor de aquisição (base maior)
Prazo de adaptação para montadoras Escalonado até 2026 Imediato (julho/2024)

A tabela demonstra que, embora a depreciação continue na mesma proporção, o valor absoluto depreciado será maior, impactando o balanço patrimonial das empresas que possuem esses ativos. Além disso, o custo de aquisição mais alto reduz a liquidez e exige maior capital de giro para a compra de frotas.

O impacto nos custos e no fluxo de caixa das empresas de Mato Grosso

Para as empresas mato-grossenses, especialmente aquelas localizadas em Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Rondonópolis, a notícia chega em um momento de recuperação econômica. Muitas empresas do agronegócio, transporte e prestação de serviços adquiriram veículos elétricos para reduzir custos com combustível e manutenção, além de usufruir de benefícios fiscais estaduais, como a isenção de ICMS em alguns casos. Com o aumento do imposto de importação, a equação econômica muda drasticamente.

Custos de estoque e compras

Empresas que atuam como revendedoras de veículos elétricos em Cuiabá e Várzea Grande precisarão reavaliar seus estoques. Com a alíquota subindo para 35%, o custo de reposição de estoque aumenta, comprimindo as margens. Se a empresa não repassar integralmente o aumento ao consumidor final, a margem de lucro despenca. Se repassar, corre o risco de perder vendas para concorrentes que estoqueiam veículos antes da vigência da nova alíquota. A gestão de estoque em tempo real se torna crucial para evitar perdas.

Crédito e financiamento de frotas

Para as empresas que financiam a compra de veículos elétricos, o aumento do valor do bem significa parcelas mais altas ou necessidade de maior entrada. Em um cenário de juros ainda elevados (Selic a 10,50% ao ano), o custo do crédito para aquisição de frotas pode inviabilizar o negócio. Empresas de transporte em Sinop e Rondonópolis, que utilizam veículos elétricos para entregas urbanas, precisarão recalcular o custo por quilômetro rodado, considerando a depreciação maior e o custo de capital mais alto.

Vendas e planejamento tributário

As prestadoras de serviços em Cuiabá que oferecem veículos elétricos como benefício para funcionários ou como parte de contratos de mobilidade corporativa terão que renegociar preços. O planejamento tributário também se torna mais complexo: a empresa precisa decidir se adquire o veículo antes de julho para aproveitar a alíquota menor ou se espera por possíveis descontos de montadoras que queiram liquidar estoques. Essa decisão impacta diretamente o fluxo de caixa e a necessidade de capital de giro.

Como a automação e o ERP Max Manager blindam as empresas em cenários voláteis

Diante de um cenário de aumento de custos e volatilidade tributária, a automação de processos com o ERP Max Manager se torna uma ferramenta indispensável para as empresas mato-grossenses. O sistema permite que gestores de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Rondonópolis mantenham o controle financeiro e operacional em tempo real, minimizando os impactos de mudanças como a nova tributação de veículos elétricos.

Controle de custos em tempo real

Com o Max Manager, é possível cadastrar os veículos como ativos imobilizados e acompanhar a depreciação de forma automática, considerando o novo valor de aquisição. O sistema também integra a compra de veículos ao fluxo de caixa, permitindo simular o impacto de diferentes alíquotas de importação no orçamento. Se a empresa decide adquirir uma frota antes de julho, o ERP calcula o custo total da operação, incluindo impostos, frete e seguro, e projeta o efeito no capital de giro.

Redução de perdas de estoque

Para as revendedoras, o controle de estoque em tempo real do Max Manager evita que veículos fiquem parados por muito tempo, sujeitos a desvalorização ou a mudanças tributárias. O sistema emite alertas quando o estoque de um determinado modelo atinge o prazo máximo de giro, permitindo que a empresa faça promoções ou ajuste preços antes que a margem seja corroída. Além disso, a conciliação automática de notas fiscais de entrada e saída garante que os créditos tributários de PIS, COFINS e ICMS sejam apropriados corretamente, reduzindo a carga fiscal.

Conciliação automática e fluxo de caixa

Em momentos de aumento de custos, a gestão de contas a pagar e a receber se torna crítica. O Max Manager automatiza a conciliação bancária, identificando pagamentos de fornecedores e recebimentos de clientes em tempo real. Isso permite que o gestor saiba exatamente quanto de caixa está disponível para honrar compromissos, como a compra de veículos com a nova alíquota. A ferramenta também gera relatórios de fluxo de caixa projetado, essenciais para decidir se a empresa deve antecipar a compra de frotas ou buscar linhas de crédito.

Além disso, o ERP oferece suporte presencial em Cuiabá, o que é um diferencial para empresas que precisam de agilidade na implementação de processos. Com a automação, a empresa reduz erros manuais, evita retrabalho e ganha eficiência, aumentando a margem de lucro mesmo em cenários adversos.

FAQ da Notícia

1. A nova alíquota de 35% se aplica a todos os veículos elétricos importados?

Sim, a partir de julho de 2024, todos os veículos eletrificados (elétricos, híbridos e híbridos plug-in) importados estarão sujeitos à alíquota de 35% de imposto de importação, independentemente do país de origem ou do valor do veículo.

2. Como essa mudança afeta as empresas que já adquiriram veículos elétricos antes de julho?

As empresas que já possuem veículos elétricos em estoque ou em uso não serão afetadas pela nova alíquota na compra já realizada. No entanto, o valor de revenda desses veículos pode aumentar no mercado de usados, e a depreciação contábil deve ser recalculada com base no novo custo de reposição.

3. Existe alguma forma de mitigar o impacto tributário para empresas que precisam comprar veículos elétricos?

Sim. Empresas podem antecipar a compra para antes de julho, aproveitando a alíquota menor. Além disso, é possível planejar a aquisição por meio de leasing ou arrendamento mercantil, que pode ter tratamento tributário diferente. O uso de um ERP como o Max Manager ajuda a simular esses cenários e escolher a melhor opção para o fluxo de caixa.

Conclusão e Call to Action

A elevação do imposto de importação para 35% sobre veículos elétricos é um sinal claro de que o governo está disposto a usar a tributação como ferramenta de política industrial. Para as empresas de Mato Grosso, isso significa custos mais altos, margens mais apertadas e a necessidade de um planejamento financeiro ainda mais rigoroso. A automação com o ERP Max Manager não é mais um luxo, mas uma necessidade para quem quer manter a competitividade em um ambiente de negócios volátil.

Não deixe sua empresa ser pega de surpresa por mudanças tributárias. Entre em contato conosco agora mesmo pelo WhatsApp +55 (65) 9304-5513 e agende uma demonstração gratuita do Max Manager. Descubra como nosso ERP em Cuiabá pode blindar seu negócio contra a volatilidade econômica e ajudar você a tomar decisões mais inteligentes.


Marciley Ferreira — CEO MaxData
Autor do Artigo

Marciley Ferreira

Fundador & CEO da MaxData CBA

Fundador da MaxData CBA, atua há mais de 24 anos com sistemas de gestão ERP, engenharia de processos e implantação de soluções para empresas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com experiência no atendimento a empresas de diferentes segmentos.

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